Monara Marques
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EIS O MELHOR E O PIOR DE MIM....

O meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível. Eu não sou difícil de ler.

O infinito de Marisa Monte não é tão particular. Roubei, na cara dura, um trecho de sua genialidade pra explicar minha insignificância. É assim que eu me sinto com todo esse universo ao meu redor. Às vezes completa, às vezes só. Mas nunca parada. Com 18 anos, resolvi ser porta-bandeira do mundo. Girei, girei, até cair em Budapeste, uma cidade parecida comigo: completamente dividida. “Pluralista”, diriam os colegas das Relações Internacionais, meu primeiro curso universitário. Migrei pro Jornalismo antes que me alistassem a um guerra. Mal sabia eu que estava entrando em uma interminável batalha. Assim são os jogos de futebol, uma das minhas especialidades. Pra quem duvida, está tudo no meu currículo, que em nada combina com storytelling. Atuando na Publicidade, descobri que há um jeito bem mais legal de contar histórias. E é assim que pretendo compartilhar a minha.

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20.ago.2016
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Michael Phelps não é um fenômeno por acaso. Muitos atribuem o sucesso do nadador à sua estrutura física, de fato, privilegiada. A extensão dos braços - quase 7cm maior que sua altura (1,93m) - e o tronco mais longo que as pernas, dizem especialistas, são fatores que contribuem para diminuir a resistência à água, o que aumenta a velocidade e, consequentemente, os recordes do atleta, que não são poucos.

michael_phelps_arms

Phelps se despediu das piscinas após as Olimpíadas do Rio 2016, onde conquistou mais cinco ouros e uma prata. A coleção do nadador norte-americano é vasta. Ao todo, são 28 medalhas olímpicas, sendo 23 delas douradas. 

phelps_medals_rio2016

Tornar-se o maior campeão olímpico da história demandou tempo, dedicação e muitas renúncias. Os “nãos” foram muito mais numerosos que os “sims”, o que tem muito a ver com Essencialismo. E aqui não estamos falando da doutrina filosófica, mas de uma teoria bem menos complexa e extremamente eficaz, como explica Greg McKewon em Essencialismo - A Disciplinada busca por menos.

essencialismo_livro

No geral, o livro trata da importância de eliminar o que não é vital e focar naquilo que realmente importa, ou seja, no essencial. E uma das ferramentas que otimizam esse processo é a rotina.

Segundo McKewon, a repetição faz do ato um hábito, o que afasta a pessoa de obstáculos. Quanto mais rígida a rotina, mais a mente se liberta de distrações, favorecendo o foco e a criatividade.

No capitulo referente ao tema, o autor traz justamente o case de Michael Phelps. Foi seguindo exatamente os mesmos passos, todos os dias, que o nadador fez do essencial sua posição padrão até chegar a um nível de excelência.

Confira o trecho:

Anos antes de ganhar a medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, o nadador Michael Phelps já seguia a mesma rotina em todas as provas.

Chegava com duas horas de antecedência.

Alongava-se e relaxava seguindo um padrão exato: 800 metros de nado medley, 50 de nado livre, 600 só batendo os pés - segurando uma prancha -, 400 com a boia entre as pernas, etc.

Depois do aquecimento, enxugava-se, colocava os fones de ouvido e se sentava - nunca se deitava - na mesa de massagem.

A partir daí, ele e Bob Bowman, o treinador, não trocavam uma palavra até o final da prova.

Faltando 45 minutos para a competição, ele se vestia. Trinta minutos e entrava na piscina de aquecimento, para nadar 600 a 800 metros. Restando 10 minutos, andava até a sala de espera. 

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Sentava-se sozinho, nunca ao lado de alguém. Gostava de manter as cadeiras ao seu lado vazias para as suas coisas: os óculos de um lado, a toalha do outro. 

Quando chegava a hora, ele andava até os blocos de largada. Lá, fazia o de sempre: dois alongamentos, primeiro com pernas esticadas, depois com o joelho dobrado. Perna esquerda antes, sempre. 

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Então, tirava o fone direito. Quando chamavam seu nome, tirava o esquerdo. 

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Subia no bloco de largada sempre pela esquerda. Secava-o todas as vezes. Depois se erguia e girava os braços de modo que as mãos batessem nas costas. 

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Phelps explica: “É só uma rotina. Minha rotina. A que sigo a vida inteira. Não vou mudar”. 

O técnico Bob Bownman elaborou com ele essa sequência física. Mas não é tudo. Também deu a Phelps um roteiro em que pensar quando fosse dormir e logo ao acordar. Ele o chamou de “assistir ao vídeo”, que era simplesmente a visualização da prova perfeita.

Com detalhes minuciosos e em câmera lenta, Phelps visualizava cada momento: a posição inicial no alto dos blocos, cada uma das braçadas e até a saída da piscina, vitorioso, com a água escorrendo pelo rosto.

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Phelps não seguia essa rotina mental apenas de vez em quando. Ele fazia isso todos os dias antes de dormir e ao acordar, durante anos. Quando queria desafiá-lo nos treinos, Bob gritava: “Passe o vídeo” e Phelps se forçava a ir além dos limites. 

Por fim, a rotina mental ficou tão profundamente entranhada que Bob mal precisava lembrar-lhe da visualização antes da corrida. Phelps estava sempre pronto para “apertar o play”. 

Quando lhe indagaram sobre a rotina, Bowman explicou: “Se alguém perguntar a Michael o que lhe passa pela cabeça antes das competições, ele vai dizer que não pensa em nada. Só segue o programa. Mas não é bem isso. É que os hábitos o dominaram. Quando chega a competição, ele já passou por metade do plano e foi vitorioso a cada passo. Todos os alongamentos foram feitos como planejou. As voltas de aquecimento se deram exatamente como visualizou. A competição real é apenas mais um passo num padrão que começou antes e que só teve vitórias. Vencer é uma extensão natural”.


Tão natural quanto o ouro no peito de Phelps.

CRÉDITOS IMAGEM:
Reprodução/Internet

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