Monara Marques
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Monara Marques
EIS O MELHOR E O PIOR DE MIM....

O meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível. Eu não sou difícil de ler.

O infinito de Marisa Monte não é tão particular. Roubei, na cara dura, um trecho de sua genialidade pra explicar minha insignificância. É assim que eu me sinto com todo esse universo ao meu redor. Às vezes completa, às vezes só. Mas nunca parada. Com 18 anos, resolvi ser porta-bandeira do mundo. Girei, girei, até cair em Budapeste, uma cidade parecida comigo: completamente dividida. “Pluralista”, diriam os colegas das Relações Internacionais, meu primeiro curso universitário. Migrei pro Jornalismo antes que me alistassem a um guerra. Mal sabia eu que estava entrando em uma interminável batalha. Assim são os jogos de futebol, uma das minhas especialidades. Pra quem duvida, está tudo no meu currículo, que em nada combina com storytelling. Atuando na Publicidade, descobri que há um jeito bem mais legal de contar histórias. E é assim que pretendo compartilhar a minha.

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20.jun.2018
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Futebol já foi um universo aberto. Hoje, é cada vez mais frio, distante. O acesso a jogadores é tão restrito que gera até uma sensação de isolamento, da parte deles, e de impotência, da nossa parte. “O que fazer?”. Foi o que me perguntei quando me deparei, de surpresa, com a delegação de Marrocos, um dia antes da partida contra Portugal.

Já era final de noite. Tinha uma conferência com o Brasil, que está seis horas atrás do nosso relógio. Ainda assim, o movimento no hotel, de uma famosa rede internacional, era grande, ainda mais pelo horário.

Em situações como esta o sinal de alerta fica sempre ligado. Um torcedor, colegas de imprensa, nativos, tudo pode virar pauta, até os detectores de metal que separam hóspedes de visitantes. Reparei dois seguranças a mais. Olhei para o hall, alguns torcedores tirando fotos. Não, não eram só selfies.

torcedores seleção marroquina copa do mundo 2018

Os pés se aceleraram em direção a eles. As mãos já tiravam o celular do bolso. Sim, minha foto saiu desfocada. É que os olhos já estavam em outro lugar. Passando pelos detectores. Pelos dois seguranças. E por meia dúzia de torcedores que só estavam ali pelo click. “Quem era esse?”, precisava me certificar antes de seguir minha intuição. “Um jogador da Seleç....”. Nem esperei completar a frase.

O cartão do hotel, onde um colega estava, me deu passagem. No hall, dois jogadores. “Quem é do da esquerda?”, perguntei a vários torcedores, um dia depois, já na chegada do estádio, mostrando a foto da capa. “Ele não é famoso”, respondia sem dizer o nome. “Caramba, é você na foto? Tira uma comigo!”, disfarçavam os que não sabiam, imaginando que eu fosse famosa.

Famoso era o da direita. No currículo, Udinese, Roma, Bayern de Munique e agora Juventus. Entrevista? Nem pensar! Isso eu faço hoje, depois do jogo, na zona mista ou na coletiva de imprensa, com mil colegas quebrando queixo ao meu lado.

O mais importante era trocar aquele sorriso constrangedor com quem vive os segundos intermináveis de um elevador que não chega. “Have a good, Benatia”, disse antes de continuar subindo.

Monara Marques

Comunicação e Marketing
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