Monara Marques
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Monara Marques
EIS O MELHOR E O PIOR DE MIM....

O meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível. Eu não sou difícil de ler.

O infinito de Marisa Monte não é tão particular. Roubei, na cara dura, um trecho de sua genialidade pra explicar minha insignificância. É assim que eu me sinto com todo esse universo ao meu redor. Às vezes completa, às vezes só. Mas nunca parada. Com 18 anos, resolvi ser porta-bandeira do mundo. Girei, girei, até cair em Budapeste, uma cidade parecida comigo: completamente dividida. “Pluralista”, diriam os colegas das Relações Internacionais, meu primeiro curso universitário. Migrei pro Jornalismo antes que me alistassem a um guerra. Mal sabia eu que estava entrando em uma interminável batalha. Assim são os jogos de futebol, uma das minhas especialidades. Pra quem duvida, está tudo no meu currículo, que em nada combina com storytelling. Atuando na Publicidade, descobri que há um jeito bem mais legal de contar histórias. E é assim que pretendo compartilhar a minha.

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6.dez.2017
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Na última terça-feira, 5, o YouTube Brasil promoveu o Futebol no Youtube, um evento que se propunha a discutir modelos de negócio, presença e investimento de marcas, patrocinadores, boas práticas e inovação de conteúdo no meio do futebol, tema que ganha ainda mais relevância e interesse, gerando grandes oportunidades em 2018, ano de Copa do Mundo.  

O encontro aconteceu na sede carioca do YouTube Space, que se apresenta como um vasto laboratório para aprendizados, conexões e criatividade. Foi exatamente isso, acrescido, porém, de uma tendência tão curiosa quanto inegável: hoje, é a mídia tradicional que aprende com os criadores endêmicos, não mais – ou apenas - o contrário.


Os novos donos da bola

Entre os convidados, representantes dos maiores meios de comunicação do país, dos principais clubes e dos canais de futebol mais relevantes do YouTube, não somente no Brasil - para quem não sabe, hoje, o Desimpedidos é o maior canal de futebol do mundo.  

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Isso significa que eles têm muito a ensinar, e a mídia tradicional reconhece que tem muito a aprender. Sentada ao lado do editor de esportes de um grande jornal brasileiro, senti a angústia de quem chegou ciente de que precisa se adequar aos novos modelos de produção e consumo de conteúdo, porém, saiu sem respostas.

Não que as palestras, com heads of media, business executives, global products partnerships, creator strategists, entre outros cargos de nomes bonitos que levam nada menos que o Youtube e o Google como sobrenome, não tenham sido esclarecedoras.

É que é difícil mesmo compreender e aceitar que garotos de 13 e 16 anos de idade, como os irmãos Caio e Vitor Lo, com seu canal Banheiristas (1,3 milhão), tenham mais inscritos no YouTube que Corinthians (412 mil) e Flamengo (710 mil) juntos. 


Um campeonato cheio de surpresas

O suspiro profundo do editor de esportes ao meu lado retrata uma apreensão que não é só dele. Por que o Desimpedidos (4,6 milhões) tem mais inscritos que os 40 principais clubes do futebol brasileiro juntos (4 milhões, segundo o Ibope Repucom)? Como Raquel Freestyle alcançou, sozinha, quase um 1/3 (245 mil) do número de seguidores da poderosa Rede Globo (983 mil) no YouTube? Por que o Futirinhas (651 mil) tem o triplo de seguidores da CBF (210 mil), o canal oficial da Seleção Brasileira, um dos principais produtos do país, ao menos de quatro em quatro anos? 

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Dinheiro em jogo

Se a fórmula ainda é um mistério para todos esses gigantes institucionais, ao menos uma coisa eles já perceberam: além de público, estão perdendo dinheiro, negócios e grandes parceiros. 

Em 2017, a Adidas, uma das patrocinadoras do Desimpedidos, extinguiu sua verba de TV para apostar tudo no digital. Segundo o Meio & Mensagem, o intuito era “atingir mais objetivamente os jovens e aumentar o faturamento da empresa”. 

Já imaginou se o mercado resolver seguir uma das principais marcas esportivas do mundo? Todos no YouTube Space imaginaram. Não por acaso, somente metade riu das piadinhas futebolísticas que dominaram o telão do evento e a telinha dos mais de 100 milhões de brasileiros que hoje fazem do país do futebol o segundo maior consumidor de vídeos do YouTube no mundo. 

Ao editor de esportes do famoso jornal, meus mais sinceros sentimentos.  


Créditos

Imagens: reprodução/Internet

Monara Marques

Comunicação e Marketing
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