Monara Marques
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EIS O MELHOR E O PIOR DE MIM....

O meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível. Eu não sou difícil de ler.

O infinito de Marisa Monte não é tão particular. Roubei, na cara dura, um trecho de sua genialidade pra explicar minha insignificância. É assim que eu me sinto com todo esse universo ao meu redor. Às vezes completa, às vezes só. Mas nunca parada. Com 18 anos, resolvi ser porta-bandeira do mundo. Girei, girei, até cair em Budapeste, uma cidade parecida comigo: completamente dividida. “Pluralista”, diriam os colegas das Relações Internacionais, meu primeiro curso universitário. Migrei pro Jornalismo antes que me alistassem a um guerra. Mal sabia eu que estava entrando em uma interminável batalha. Assim são os jogos de futebol, uma das minhas especialidades. Pra quem duvida, está tudo no meu currículo, que em nada combina com storytelling. Atuando na Publicidade, descobri que há um jeito bem mais legal de contar histórias. E é assim que pretendo compartilhar a minha.

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10.dez.2017
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O quadro em branco, logo na capa do livro, representa o vazio, ponto em comum de uma sociedade cada vez mais carente de sentido.

A busca é milenar. O ser humano sempre quis entender o porquê de sua existência. A angústia é que parece ter aumentado de uns tempos pra cá. 

A ausência de uma resposta que faça sentido para todos fez com que cada um buscasse seu próprio sentido. E daí surgiram vários nichos de mercado.

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Luiz Felipe Pondé identifica, sistematiza e entrega de bandeja cada um desses perfis. Aos profissionais de marketing, caberá investir nos chamados “bens de significado”, que, em outros tempos, se encaixariam na ponta da pirâmide de Maslow, mas, hoje, parecem transitar por toda a hierarquia de necessidades.

Talvez por isso, Pondé ouse dizer que "todas as ciências humanas trabalharão para o marketing (...), que será a ciência social aplicada mais importante do século XXI". 

O próprio livro é uma prova disso. A reflexão mercadológica parte de princípios da filosofia existencial. É recorrendo a teorias de Camus, Kierkegaard e Sartre que se encontra explicações menos óbvias para o que Pondé chama de “sociedade do cartão de crédito”. 

É possível dividir um propósito de vida em até 10x sem juros. O problema é a obsolescência, cada vez menos gradual, para que novos sentidos sejam criados, comercializados, consumidos e, claro, divulgados nas redes sociais, afinal, do que adianta eu ser feliz se ninguém ficar sabendo?

Se a existência precede a essência, a aparência anteverte a verdade. Mesmo que nunca saibamos a fronteira entre veracidade e projeção, realidade e idealização, uma coisa é certa: o mundo escolheu a mentira como sentido, e paga cada vez mais caro por isso. 

 

Ficha técnica

Livro: Marketing Existencial - a produção de bens de significado no mundo contemporâneo
Autor: Luiz Felipe Pondé
Editora: Três Estrelas
Imagens: reprodução / Internet
Nota: ❤️❤️❤️❤️

Monara Marques

Comunicação e Marketing
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