Monara Marques
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EIS O MELHOR E O PIOR DE MIM....

O meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate. Não é impossível. Eu não sou difícil de ler.

O infinito de Marisa Monte não é tão particular. Roubei, na cara dura, um trecho de sua genialidade pra explicar minha insignificância. É assim que eu me sinto com todo esse universo ao meu redor. Às vezes completa, às vezes só. Mas nunca parada. Com 18 anos, resolvi ser porta-bandeira do mundo. Girei, girei, até cair em Budapeste, uma cidade parecida comigo: completamente dividida. “Pluralista”, diriam os colegas das Relações Internacionais, meu primeiro curso universitário. Migrei pro Jornalismo antes que me alistassem a um guerra. Mal sabia eu que estava entrando em uma interminável batalha. Assim são os jogos de futebol, uma das minhas especialidades. Pra quem duvida, está tudo no meu currículo, que em nada combina com storytelling. Atuando na Publicidade, descobri que há um jeito bem mais legal de contar histórias. E é assim que pretendo compartilhar a minha.

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1.jul.2018
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As horas de antecedência com que se chega ao estádio em dia de grandes coberturas costumam ser consumidas com a montagem de equipamentos, entradas ao vivo e a produção de matérias especiais. Uma correria que só.

O chamado pré-jogo, geralmente, inclui a chegada dos times, a movimentação de torcedores e a logística dos jogos. Já tinha conteúdo suficiente, mas continuei perambulando pelos arredores do Fisht Stadium, em Sochi.

Da muvuca para comprar água e copos colecionáveis parti pra um portão que achava ser o da imprensa. Se perder às vezes tem suas vantagens.

No caminho, um grupo de engravatados passando. Percebi que não era só a elegância que chamava a atenção. A câmera de uma TV logo apontou para um deles. “Tira uma foto comigo?”, perguntou um torcedor de Portugal que passava naquele instante. “Quem era?”, perguntei sem o mínimo constrangimento. Deveria. Tratava-se do presidente da República Portuguesa.

O nome Marcelo Rebelo de Sousa não me era estranho. Há dois ou três dias, buscando notícias sobre a seleção de Portugal, tinha visto um vídeo dele na Casa Branca. “É o melhor jogador do mundo”, disse para Donald Trump, que, astuto como sempre, logo provocou: “Se Cristiano se candidatasse à presidência contra você, ganharia?”

Abandonei as águas e os copos pra pegar o celular. “Preciso de pelo menos uma foto”. Enquanto caminhava, tentava destravar o aparelho. Nada! Acidentalmente, acionei a ligação de emergência. Toca uma sirene. O suficiente para os 11 seguranças do presidente olharem pra mim.

“Só queria uma foto!”, disse quase em posição de rendição, mostrando a inocente tela. Com uma cara nada convidativa, o presidente estendeu a mão. Pegou meu celular. “Portugal não é o Estados Unidos”, lembrei da resposta que ele deu no vídeo. Pensei: se ele falou assim com Donald Trump, imagina comigo?

Olhei pro celular. Destravado. Pensei nas entrevistas e vídeos do pré-jogo. “Eram suficientes”, me lembrei arrependida. E antes que eu emendasse, mentalmente, um “devolve ai, presidente”, ele abriu o sorriso e me puxou pra uma selfie. Sem foco, nem protocolo.

Enquanto isso, Cristiano Ronaldo era eliminado... da Copa do Mundo e das eleições presidenciais.

marcelo rebelo de sousa presidente portugal

Monara Marques

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